A inflação médica (VCMH), assim como todas as outras, constrói uma nova realidade financeira na vida dos brasileiros, ampliando os aparatos financeiros referentes aos custos pessoais e à saúde. Por ser necessária, a variação dos custos médicos e hospitalares se torna extremamente importante para as empresas donas de plano de saúde e para os usuários ativos.

O que é inflação médica?
A Variação de Custo Médico-Hospitalar (VCMH), ou a inflação médica, está diretamente associada à variação (distribuição) de despesas dentro do ambiente médico-hospitalar com as empresas donas dos planos de saúde. Todos os anos é realizado um cálculo, no qual divide todos os custos de assistências feitas pelo número total de pessoas que utilizaram o plano.
Dessa maneira, para conseguir chegar ao valor concreto da inflação médica, é preciso ficar a par de todos os custos da prestação de serviços, no que se refere ao atendimento dos beneficiários, durante um período de 12 meses e dividi-los pelo número de pessoas ativas no plano de saúde em questão.
O tal índice de variação de custo médico-hospitalar também leva sempre em conta o que aconteceu no ano anterior. Isso porque vai haver uma base maior para fazer o cálculo apropriado da porcentagem de aumento dos custos. Contudo, não é apenas a quantidade de usuários ativos que vai te auxiliar a entender o VCMH da maneira necessária e, por isso, reunimos aqui todas as informações que podem interferir na inflação.
Como a inflação médica é calculada?
Agora você já sabe que o seu plano de saúde é reajustado todos os anos, com base na inflação médica e no cálculo feito pelos colaboradores ativos dentro dele, mas, o que engloba essa variação? Quais são os fatores que contribuem para tal aumento anual? Fique ligado na explicação abaixo.
Essa inflação é calculada, como já vimos, de acordo com a Variação de Custos Médico-Hospitalares e por causa do aumento dos preços pagos pelas próprias operadoras de consultas médicas, exames complementares, tratamentos e as internações. Além disso, a maior utilização dos serviços dos planos pelos beneficiários também é levada em conta.
No entanto, existem ainda outros componentes que vão influenciar bastante o crescimento da inflação médica (VCMH). Dentre eles está a alta dos preços de insumos, isto é, tudo aquilo que será usado nos hospitais, laboratórios e consultórios, além da maior ampliação da cobertura responsável pelos atendimentos, a inserção das novas tecnologias nos ambientes e a própria parte referente ao sistema de saúde e aos beneficiários dos planos.
Veja, a seguir, algumas razões que podem justificar o reajuste anual do seu plano de saúde:
Materiais e serviços hospitalares
Com a constante subida dos preços dos materiais no mercado, as empresas responsáveis pelos planos são obrigadas a reajustar os valores para suprir os gastos com todos eles e com os serviços oferecidos pelos hospitais parceiros.
Medicamentos
Da mesma maneira, os medicamentos também têm um reajuste prévio, o que acelera o processo dentro dos prestadores de serviços de saúde. Entre os remédios, os mais caros são: antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos e controladores da diabetes.
Honorários médicos
Assim como em todas as profissões, os médicos sofrem com o aumento ou a diminuição no que se refere aos honorários, ou seja, o quanto vale sua hora de trabalho. Por causa disso, os planos precisam verificar tais questões e repassar para os usuários uma parcela.
Exames e serviços
Os exames e os serviços prestados também fazem parte do valor atribuído ao aumento e, às vezes, ainda são acrescidos mensalmente mediante o uso do beneficiário.
Como é possível observar, os custos médicos referentes aos hospitais e clínicas são baseados em uma série de fatores que começam a agregar valor ao serviço oferecido. Por essas razões, alguns cuidados devem ser tomados, como é o caso da repetição de consultas e exames desnecessariamente. Essa ação representa um uso equivocado do plano de saúde, além de significar um desperdício do custo médico.

O que influencia a inflação médica?
Com relevante papel no sistema de saúde nacional, os planos de saúde ofertam serviços essenciais para todos os cidadãos, mas que é aproveitado por, aproximadamente, um quarto dos brasileiros. É visível que a saúde suplementar (privada) possui um indiscutível papel social e econômico dentro do país e que necessita de manutenção e aperfeiçoamento.
Não é só no Brasil que a VCMH atua, mas cada país possui uma atuação diferente em relação a isso. Aqui, há um padrão de comportamento muito similar ao encontrado em diversos outros lugares do mundo, pois a inflação médica é um fenômeno global. Entretanto, há particularidades referentes à regulação brasileira e elas são: a falta de critérios claros de avaliação para incorporação de novas tecnologias, perfil dos prestadores, isto é, o modelo de remuneração, falta de transparência, fraudes e desperdícios. Ademais, é traçado todo um perfil demográfico e comportamental dos usuários.
Os vetores que influenciam os custos médico-hospitalares são consequência do modelo atual do Brasil. As latentes deficiências estruturais ainda impactam o equilíbrio econômico, financeiro e social. Por causa disso, as empresas e os consumidores do serviço privado de saúde estão sentindo no bolso os efeitos agravados pela situação atual do país.
Como essa inflação médica pode afetar sua clínica ou centro cirúrgico?
Como vimos nos tópicos acima, a inflação médica é responsável por ajustar os preços dos serviços oferecidos dentro das clínicas e hospitais e isso não seria diferente com os procedimentos cirúrgicos e agendamentos cirúrgicos. Isso significa dizer que, a cada ano que passa, determinadas cirurgias sofrem com o aumento ou com a diminuição de preços, além de todos os custos referentes aos equipamentos e insumos utilizados dentro do centro cirúrgico.